Na última semana, os grupos musicais Esperança Viva, Coral Vivendo o Canto, Banda Braille e o Duo Gessé e José apresentaram no IV Congresso Nacional de Inclusão na Educação Superior e Educação Profissional e Tecnológica, sediado na Escola de Governo do RN entre os dias 2 e 5 de abril. Na ocasião, o evento abordou a temática “Acessibilidade: avaliação e boas práticas” e contou com sessões de trabalhos e de mesas redondas, nas quais foram discutidas a avaliação da realidade da acessibilidade e das práticas de inclusão no âmbito da educação. O congresso proporcionou um espaço para a apresentação dos projetos nos 4 dias do evento.
A programação cultural contou com a performance do Duo Gessé e José na cerimônia de abertura do evento. O Duo, formado pelo professor Gessé José de Araújo (licenciado e técnico em música pela UFRN) e pelo aluno José Silva de Souza (discente do curso de Licenciatura em Música e do Curso Técnico de Violão), integra o Programa Esperança Viva da Escola de Música da UFRN.
Já no segundo dia do Congresso, o grupo de flauta Esperança Viva se apresentou, encerrando a sessão de mesas redondas pela manhã. O grupo é composto por estudantes da UFRN e membros da comunidade universitária e externa com e sem deficiência visual. No que diz respeito às partituras do grupo, estas são adaptadas da notação musical convencional para braille ou fonte ampliada. Também na quarta-feira (3), o Duo José e Fábio Presgrave realizou uma apresentação, marcando o início da mesa redonda sobre Terminalidade Específica e Certificação Diferenciada.
No terceiro dia do encontro, o Coral Vivendo o Canto marcou presença, dando abertura a sessão de lançamentos de livros. Fundado em abril de 2016, o grupo vocal surgiu como uma iniciativa para oferecer educação musical inclusiva aos alunos do Projeto Esperança Viva da Escola de Música. Originalmente composto por coralistas com deficiência visual, o coral integra aqueles com perda total ou parcial da visão. Muitos dos participantes do coral estão envolvidos em outras atividades do Programa Esperança Viva, como o grupo de flauta doce e aulas de teoria e musicografia braille.
Ainda no mesmo dia, a duo Ellen e Vinícius, monitores dos projetos Grupo Esperança Viva e Coral Vivendo o Canto, deu abertura a II Reunião Técnica da Rede Brasileira de Estudos e Conteúdos Adaptados (REBECA) na Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM).
Para encerrar com chave de ouro, o evento contou com uma emocionante apresentação da Banda Braille da Escola de Música da UFRN no último dia do congresso. Composta por docentes, técnicos administrativos, discentes da universidade e membros da comunidade interna e externa, com e sem deficiência visual, a Banda Braille tem como missão disseminar a música de banda braille em diversos cenários, desde eventos culturais até acadêmicos e científicos. A participação da banda no evento não apenas enriqueceu a programação, mas também destacou o papel da música como uma ferramenta para promover a inclusão e a expressão artística de pessoas com deficiência visual. A apresentação do grupo encerrou as atividades do encontro, deixando uma marca na memória de todos os presentes.

No responses yet